sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Espirito natalino

Não costumo atualizar em primeira pessoa, mas o espirito natalino, me faz um favor, o de me botar em primeira pessoa.
Eu não estou muito certo do que sou, só sei que existe algo sombrio em min e eu escondo, não falo nada sobre. Mas está lá, sempre. Esse passageiro sombrio, quando está dirigindo eu me sinto vivo, meio mal de ter essa sensação de estar totalmente errado, não luto contra ele, não quero. É tudo que eu tenho, nada mais poderia me amar, nem eu mesmo, ou é só uma mentira que o passageiro da escuridão conta? Existem momentos em que sinto conectado a algo mais. É como se a máscara caísse e coisas, pessoas, que nunca tiveram importância passam a ter e isso me assusta.
Existem várias formas de definir nossa frágil existência, várias formas de dar significado a ela,
mas são nossas memórias que dão forma ao seu propósito e dão contexto a ela, os sortimentos particulares de imagens, medos, amores e arrependimentos. Por essa cruel ironia da vida é que estamos destinados a manter a escuridão com a luz, o bem com o mal, o sucesso com a decepção, isso é o que nos separa, o que nos torna humanos e no fim, temos que lutar para nos sustentar.

Passarei o natal com uma camisa: Salve as crianças da Africa em 2008, porque as de 2007 já morreram.

domingo, 29 de julho de 2007

Bem-vindo

Não se sabe se estava correndo por ruas vazias ou se tentava povoar sua memória com falsas nostalgias que havia inventado. E não agüentava mais ouvir de si mesma que era tudo certo, que ia ficar tudo bem, porque era mentira, não havia de ficar tudo bem, as coisas simplesmente não mudariam por um capricho fantasioso que ela mesma custava a acreditar, os olhos desesperados a alertavam de que algo muito errado acontecera, e não teria concerto. Ou seria simplesmente ela que não teria concerto, teria finalmente se adaptado à ganância e ao egoísmo que todos estão acostumados a estabelecer como regra e segui-la. Isso não fazia nenhum sentido para ela, mas nesse momento, a rua vazia começava a encher-se de pessoas iguais, que acham a cura para o próprio veneno em terapeutas e livros de auto-ajuda. Sua alienação era diferente, era concreta. Acostuma-se cada vez mais com comentários de terceiros que passam como o vento ao tentar apagar a chama da vela. Prendia a respiração e segurava o choro para enganar seu ego ao tentar parecer forte, enquanto subitamente cristais frágeis quebravam-se pelas suas entranhas, isso corta, isso machuca e custa a parar. E continuava sem entender como isso poderia acontecer frente às seus olhos desesperados, que, por sorte mantém um filtro com a boca, fecha os olhos para não ouvir, mais, quando na verdade, isso nunca fez sentido nenhum para ela. Mas não precisam se preocupar, vai ficar tudo bem...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Sinta.

O mistério me rodeava, olhava para porta, tudo escuro, eu mal via minha mão, debaixo da porta eu via a luz da sala acessa, levantei-me, mas antes percebi que meu colchão estava molhado, quando botei os pés no chão, senti aquele frio em meus pés, não vou descrever essa sensação a que senti, apenas lembrarei que havia sombras oscilantes e assustadoras, tal cenário me fazia lembrar de algum filme de terror, onde monstros sempre eram encharcados, de passagem falarei da liberdade das pombas, e da minha. Mas é só. O resto era o sentimento de sentir a água gelada sob meus pés pré-aquecidos no edredom, de sentir, essa a questão de qual se trata. Eu lembro que meu irmão sempre gostou de desenhar e ele fazia guerreiros com armaduras enormes, eu ainda sentia certo estoicismo, na relação de ter um passado tão singelo, meu irmão chegava sempre à min e perguntara sobre seu desenho, ´´eles possuem armaduras enormes, mas isso é somente uma carapaça que esconde o seus frágeis corpos de sentimento, assim como você``, isso era o que eu sempre dizia, ele ria , talvez por sempre ter sido uma criança ´´vivida``, ele nunca me compreendera. Meu peito estava quente, meu coração estarrecido, pensativo. ´´antes era perfeito, ter nascido me estragou a vida`` e quando falavam de amores e eu orgulhosamente negava tal dissonância cognitiva, mas era aí que mais amava. Então sob o por do sol abria os braços e sentia a liberdade dos pássaros, a musica das arvores, mas não me sentia ali, acho que estou com saudade de min mesmo, ou com medo. Preciso viver menos depressa. E sentir. A água? Era goteira. Aquela casa, finalmente mostrou que não era aquela gigante sombra no meio da rua, como a enorme sombra de uma arvore morta e frágil, assim como nós.

terça-feira, 24 de julho de 2007

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Sumindo, sumindo como as nuvens quando o sol aparece, e tentar fugir torna-se inevitável, e assim que a dor da falta te consome, só parece mais longe. E tentar contar o tempo de forma cronológica já não adianta mais, palavras são vagas, não preenchem vazios, é como se as arrancando de mim, viessem acompanhadas por um punhal de amargura que insiste em me consumir. E não há cura, é como um poço cavado no peito com uma colher, vagarosamente, cujo cada lagrima derramada, cada grito de pavor fossem interpretados como simples conflitos existenciais, é como tentar curar câncer com analgésico, estancar hemorragia com band-aid. O tempo não cura, o tempo tira, ele destrói, e não há porque lutar contra isso, é o inevitável, o futuro, a realidade, é a exatidão acompanhada do medo de acertar ou então a insegurança acompanhada do pânico de errar, é como viver.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Noites de chá e não-chá.

Não era a primeira vez que haviam me perguntado sobre a coleção de xícaras de chá. Habito antigo. Tínhamos marcado um encontro, ou como preferíamos simplesmente o chá, 15 para a meia-noite, era o horário que o encontro geralmente ocorria pela internet, nós encontramos por acaso em uma rede de relacionamentos, começávamos a conversar, sobre o destino inexorável e coisas banais, mas não eram simples conversas, havia certo intelectualismo de ambas as partes. Enquanto esperávamos convites de alguns amigos para sair, à uma hora da manhã, eles já não tinham mais importância. A noite de chá voltou a acontecer com uma critica freqüência, agente nem esperava os convites, eles eram inválidos essa hora, nós tínhamos hora pra voltar, eu sempre chegava primeiro, na espera, eu tomava chá, ela nunca soube disso, até que fiquei dependente. Todos estavam cansados, querendo voltar para cama, os amigos querendo ir beber, e eu e ela querendo ficar ali, conversando, até o sol raiar, no final nem lembrávamos do quê se tratava às conversas, até que chegara a hora de ir. No outro dia, estava eu de prontidão, esperando-a entrar na internet, só que ela não apareceu, para fazer tempo, fui comprar uma xícara nova em um desses mercados 24 horas, fazia o chá e ficava na frente do computador, mas foi a primeira de muitas outras noites de não-chá, enquanto isso minha coleção aumentava, até que um dia ela voltou e então tivemos talvez nossa ultima conversa durante tanto tempo. Um ano depois, ela volta, volta mais carinhosa, junto com ela volta também meu vicio e eu mais xícaras são adicionadas a minha coleção, e sim... Ela sumiu de novo.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

destiny?

O homem não pode escolher seu destino, ele pode apenas escolher como reagirá quando o chamado destino vier, esperando que tenha a coragem para responder a altura, todos nós imaginamos como agentes de nosso destino, capazes de determinar o próprio destino. Mas nós realmente temos escolhas? Ou existe algo maior? Ou é deus que intervêm? Mantendo-nos seguros.
Existem exigências em troca de singularidades? E você é obrigado a fazer alguma coisa que é contra sua natureza. De repente a mudança na sua vida que deveria ser maravilhosa se torna uma traição, parece ser cruel, mas o objetivo é nada mais do que a preservação de si mesmo, tudo que si pode fazer é confiar e esperar. Quantas vezes se sentiram perdido antes de tudo começar? Em meio a isso, a moral perdeu seu significado, a terra é grande o suficiente para que você pense que pode se esconder de tudo, do destino, dos inimigos, se apenas você achasse um lugar distante o suficiente para correr, mas a verdade é que você pode correr tomar precauções, mas não se tem força para se esconder do destino, mas o mundo não é pequeno, você é.
Para tudo existe uma época e um momento para cada propósito, a terra gira em uma velocidade de 1,6 km/h, ao mesmo tempo em que tentamos desesperadamente não sermos jogados fora, como o primeiro sinal de inverno que avisa uma migração, um sinal, um evento que desencadearam muitos outros, mesmo sabendo disso, nós faríamos algo de diferente? E se pudéssemos voltar e impedir que acontecesse, nós voltaríamos? Mas seu destino já foi escrito muito antes de você nascer, como o passado parece ter sido escrito em uma pedra, mas de todas as habilidades, é o livre arbítrio que nos faz genuinamente únicos, com ela, temos uma pequena, porém potente chance de negar o destino.

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domingo, 24 de junho de 2007

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Mude tudo que você é tudo que você já foi, lutas e batalhas na sua mente já começaram, o sentimento de vingança não irá demorar muito para vim à tona. Pegue tudo que você precisa e depois ganhe uma decepção amorosa. Venda suas memórias por quinze reais, você está sendo enganado em toda sua vida que está sendo perdida. Reze, reze para ver uma luz, porque realmente ninguém se importa com você. Não se engane, não seja otário, você sabe que nenhum amor dura, mesmo sendo bom de mais, mas mais tarde nós estaremos velhos de mais para negociar lembranças, não cresça rápido de mais e não abrace o seu passado, essa vida seria boa de mais para durar, mas nós somos novos de mais para se importar, essa vida poderia ser muito melhor. Pensarmos que nos lamentaríamos então simplesmente relevamos aquelas palavras e prendemos nossas respirações, então aqui... esqueceremos as coisas que juramos pensar em ser. Esse lugar que moramos não é aonde pertencemos, um dia sentiremos falta do que éramos. Por que nós precisamos de algo a mais? Cercado pela incerteza nós ficamos muito inseguros, estamos rodeados de pessoas, colegas, amigos, mesmo assim nós sentimos sozinhos, mas quando a segurança fracassar são poucos deles que estarão lá para ajudar, do mesmo jeito que os modos do amor morreram várias vezes, quanto este merecia ficar vivo, então desista de cada chance que aparecer, apenas para se sentir vivo novamente, com as cicatrizes que nunca desaparecera.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

=]

Alguns procuram à utopia perfeita, outros já sabem que essa não existe, muitas se apaixonam – não pela pessoa – por coisas oferecidas tão banalmente, homens relacionam o seu´grande amor com a felicidade de quando ganhou sua primeira playboy quando ainda era criança, o mundo continua em constante e critica mudança, tudo que queríamos era comprar um cigarro, mas não temos mais dinheiro, então paramos. Talvez esse seja o pensamento de muitos, um cigarro e está tudo certo.
´´Você aparenta está muito bonita hoje, eu acho que quero te fuder``. Uma frase, se tornando uma ideologia, logo depois passar a ser uma idolatria, a tal da corpolatria, antes claro, vem a alienação, mas não culpo ninguém por isso.
´´Mulher voa ou fode, você voa?`` te apresento o maldito mundo de hoje.

terça-feira, 12 de junho de 2007

glu glu.

Hoje dia 12 de junho de 2007, dias dos namorados. Nada mais justo do que falar um pouco sobre o que rege tantos sentimentos em uma relação.
Sorte de hoje: O nosso primeiro e último amor é... O amor-próprio (frase do orkut, hoje).

*Reflexões de um alcoólatra

Paulo André estava no shopping, em pleno dia dos namorados, apesar da prova no dia seguinte, ele não conseguiria obter concentração suficiente para ter uma boa qualidade nos estudos, então pegou dinheiro e saiu. Ele não sabia o porquê de estar ali, então pensava sobre isso. Da onde vem essa necessidade de resolver os mistérios da vida? Quando as mais simples questões podem nunca ser respondidas. O que é o amor? Quem inventou o amor? Simples? Talvez. Por que sonhamos? Por que estamos aqui? Talvez seja melhor nem procurarmos resposta, não aprofundar, não ansiar. Essa talvez não seja a natureza humana, não é o coração humano, não é por isso que estamos aqui, nunca temos a certeza de quem encontraremos no caminho. Quem, dentre os estranhos, vai segurar sua mão, tocar seu coração e compartilhar a dor de tentar? Não sabemos, somos pessoas comuns ao redor do globo.
Como dizem muitos livros: a vida é dura, duríssima.
Quem nunca quis ter todas essas respostas na ponta da língua? Isso não importa mais. Tente guardar o resto de você que ainda existe. Tente viver e quando achar que ta conseguindo, não vai passar de uma lúdica mentira, as coisas não são como agente quer e nunca serão, então não demora muito nessa jornada sem sentido. Acredite no quiser, viva como quiser, morra como quiser, mas aproveite de tudo em máxima potencialidade.
Me ensinaram que era bom sonhar, mas sonhar é ridículo e ainda mais quando trata-se de amor, o bom e beber e refletir.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Apologia ao talvez

Então foi a última vez. Na verdade não foi a ultima vez. Alias, não foi nem a primeira para lhe ser sincera. Não que eu me importe com isso. Na verdade eu me importo. Talvez...

sexta-feira, 4 de maio de 2007



Parecia ser doloroso... O ultimo grito de dor, esse mais intenso que todos. Não parava de gritar, lutava pela sua vida, seu corpo derretia embaixo d água, bolhas subiam à superfície, se mexia para todos os cantos e por ultimo... Tentava boiar pra dar um de seus últimos suspiros, era tarde de mais seu corpo já tinha se dissolvido.
As garrafas choravam, acabara de anteceder a nuvem negra que traria consigo a pior chuva de todos os tempos.
- ótimo sangue, qual é a cor do seu?
- choras por ter perdido algo?
Crianças corriam, estouros aconteciam, era uma música silenciosa já que muitos nem audição possuíam, um dava rodopios no ar e jogava flores para as pessoas, feito desenho animado, esses eram o chamados de ´peso morto`, mas possuíam um sorriso encantador, encorajador, invejado, mesmo em tempos ruins não se deixava esvair suas energias, não deixava de ser estranho tantas pessoas estarem dormindo na calçada àquela hora da tarde.
- onde está a luz? Onde estão os lugares agradáveis? – não havia resposta, todos dormiam.
Dessa vez dava-se para ouvir os gritos de socorro, o inverno veio, a cidade ficou pura neve, não se tinha tempo, foi para a ferrovia.
- Não se mexa !
-trunn ta ta traa traaaa ta...
O silêncio acabara de encobrir a cidade e tudo escureceu.


*¹ --> O homen que tomou rémedio para dor de cabeça, morreu, deixou seu filho sozinho na guerra, que tambem morreu.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

amanhã?

Sabe, seria um daqueles dias em que você acordava e automaticamente previa que não ia dar certo, não por fatos, mais por simplesmente o pobre dia estar depositado em sua vida... não creio que fosse uma idea repentina e pessimista em seu ponto de vista, inclusive até concordo com tal. Mesmo assim decidiu que levantar-se-ia com toda garra existente em um ser humano as 6 da manha de uma quarta-feira, tomaria o seu café -não propriamente dito, ja que o dito cujo era alergico a cafeina- tomaria um banho, e, como todos os outros dias nos ultimos 9 anos perceberia que estava atrasado para o trabalho. Ah claro, o trabalho, aquele emprego massante em que as pessoas só se viam como rôbos programados para faze-lo no automatico, aquela pilha, pilha, piiiiiiiilha, que quanto mais tarde fosse necessario troca-la, melhor! Já que prejuizo é sinonimo claro de lucro, e pilha gasta e sinal claro de prejuizo. Mais dando uma olhada com um olhar Pollyana, o trabalho também tinha o seu lado bom, como a sexta-feira, trabalhar esperando a sexta, ir até o domingo, chegar a segunda, trabalhar esperandoa sexta, afinal... aonde estamos tentando chegar?!
Você pode me dizer: 'nhenhenhe, eu tenho objetivos claro na minha vida, passar no vestibular e ter um bom emprego, casar e ter filhos', ok, sorte a sua ter objetivos já que eu não tenho nenhum, mas...e depois disso? O que vai acontecer depois de estamos estaveis, por assim dizer? Eis o ponto, não existe objetivo real de vida, nós simplesmente o criamos! Essa é a graça da vida, objetivos diferentes, pessoas para criticar. Não querendo encher a cabeça de alguem de minhocas claro...
Outro ponto que muito me intriga é -mudando bruscamente de tema- é o tal chamado avanço tecnologico... então, isso tudo é muito complicado, o ser humano 'civilizado' cria maquinas, sai do planeta terra, inventa meios de locomoção absurdamente rápidos, inventa até uma forma de nos tornamos pessoas diferentes, enquantos o índios, coitados, fica lá sentados em sua pedra, fumando um cachimbo, vivendo semi-nus e louvando a Deuses, sera que eles nunca vão evoluir?! Ok, isso foi um pouco irônico, deixe-me explicar, sera que o termo certo para eles é 'coitados', por assim dizer? As pessoas tem uma ideia de evolução que é simplesmente criar maquinas, projetar coisas e fim, mais...no meu curto periodo de vida e na vaga informação contida em mim, eu não lembro de alguem ter dito que evoluir era isso, estou enganada? Caso sim, perdoe tal ignorância, mais, na minha concepção, evoluir pode ser qualquer coisa, ou coisa nenhuma, e se a ideia de evolução for ficar sentado numa cadeira andando semi-nu e fumando um cachimbo? Ou quem sabe acordar as 6 da manha da quarta-feira contando os dias para o futuro mais proximo possivel? Vai saber, a vida é complicada...

terça-feira, 1 de maio de 2007

Reflexão do submundo contemporâneo


Ele diria que o universo é matematicamente inconsistente e que as pessoas são fisicamente conscientes, pensando com seus corpos e agindo na não-conciência do ser, muitos livros diriam que ele estava errado, mas não estava.
Mais parecia uma fila de pequenas compras em algum shopping popular na cidade, mas lá os jovens eram adultos e adultos eram jovens, o que mais assustava era o grito silencioso das dores, muitos faziam cara de dor, enquanto ele preferia abaixar a cabeça, era menos doloroso, do que olhar toda aquela precariedade do sistema.
-Ricardo Oliveira – gritava a enfermeira, chamando o para uma sala.
Engolindo a saliva que depositava em sua boca, sentiu dor, mas recusou fazer cara feia.
- Ricardo, o que você está sentindo?
- Dores... Na garganta... Na cabeça... Nos ossos – falava forçado, pois a dor era forte.
A medica já começara a anotar coisas desde o começo da consulta.
- Bom... Você ira tomar uma injeção para baixar a febre e sua garganta não tem nenhum foco de pus.
O que mais assustou foi a capacidade de prever a temperatura dele sem mesmo usar um termômetro e perceber que a garganta apenas estava vermelha.
- E você tem que tomar esses remédios – a medica destaca um papel e dá para ele.
Ele se levanta meio tonto da cadeira e abre a porta e eu mesmo tempo cai no chão, ele estava inconsciente. De muitos com cara de dor ele foi o único que saiu da sala na maca dormindo, era um serviço de primeira classe, pelo menos havia economizado alguns passos.
Na volta para casa, ainda meio desnorteado, resolve sentar em uma sorveteria, para descansar e depois daquele dia ele achou que teria uma vida nova, mas descobriu que era uma matéria inanimada e se matou em uma semana na festa da família, em um dos quartos do fundo da casa, o som estava ligado no máximo, era o som de alguma banda alternativa do reino unido. Eu bati na porta, mas nada aconteceu e então abri , quando eu entrei, a primeira imagem que eu tive foi a de um corpo pendurado pelo pescoço, sem duvidas nenhuma, era ele. Desliguei o som, saí, fechei a porta e respirei fundo.
.
retirado de algum lugar.

terça-feira, 20 de março de 2007

Reconhecer que somos livres em nossos atos implica admitir que somos responsáveis por eles. Será esta, então, a finalidade da ética e dos valores - ser códigos de responsabilidades, códigos de deveres, códigos do que deve ou não ser feito? A teoria quântica define nossa conciência como a optadora. Serpa então objetivo da ética idealista definir boas opções, sem contraste com as más, categorizar melhor o certo e o errado do que é capaz a ética realista?
No início, a coisa a parece simples. Pensemos, por exemplo, na regra áurea: fazer aos outros o que queremos que nos façam. Poderemos derivar essa regra da metafísica idealista? Claro, por definição, essa é a origem do preceito, pois somos todos uma única consciência, ferir os outros é ferir o nosso self, e vice-versa. Amar ao outro é amar a nós mesmos.
E se a regra áurea for seu critério para fazer opções, seu código de deveres? suponhamos que você e sua melhor amiga saem para passear de barco em um grande lago, sem levar coletes salva-vida. O que você faz quando o bote afunda? Você não é u bom nadador, mas acha que dá para chegar à praia. A amiga, contudo, nada como uma ´petra gil` e está entrando em pânico. Se ama a si mesmo, você vai querer se salvar. Se ama tanto a amiga como ama a si mesmo, vai tentar salvá-la. Racionalmente, o impulso é aproveitar sua melhor chance de sobrevivência, mas sabe também que, muitas vezes, pessoas tentam salvar outras, mesmo quando elas são estranhas completas.
Eu tentaria salvar você. =D

segunda-feira, 12 de março de 2007

vida...

Acredito que o universo é matematicamente inconsistente sem a existência de um conjunto superior. Isto torna sólida a afirmação de que é a consciência que cria matéria e não o contrário.
A maneira como reconstruímos o passado depende sempre das teorias que usamos. Pensem, por exemplo, como o homen via o amanhecer e o anoitecer antes e depois da revolução copernicana. O modelo helicêntrico de Copérnico desviou a atenção de nós - não éramos mais o centro do universo. Mas agora a maré está virando. Claro, nós não somos o centro geográfico, mas não sinis i cebtri geográfico, mas não é este o problema. Somos o centro do universo porque somos seu significado. A interpretação daquilo que vemos muda com nossas noções conceituais, tal como um mito.
René Magritte desenhou a representação de um cachimbo, mas com a legenda: ceci n´est pas une pipe (isso não é um cachimbo). Então o que é? Suponhamos que dizemos : ´´isto é o desenho de um cachimbo.`` É uma bao resposta, mas, se formos realmente mestres no assunto, diremos : ´´veja a imagem criada em minha mente pelas impressões sensoriais do desenho de um cachimbo.`` Exatamente. Nimguém jamais viu um quadro em uma galeria de arte. O que vemos empre é um quadro em nossa cabeça.
Claro, o desenho não é objeto. O mapa não é o território. Há mesmo, lá fora um desenho? será nossas vidas imagens causada pelas impressões sensoriais de viver? então estamos mortos? ou vivos?