quarta-feira, 23 de maio de 2007

Apologia ao talvez

Então foi a última vez. Na verdade não foi a ultima vez. Alias, não foi nem a primeira para lhe ser sincera. Não que eu me importe com isso. Na verdade eu me importo. Talvez...

sexta-feira, 4 de maio de 2007



Parecia ser doloroso... O ultimo grito de dor, esse mais intenso que todos. Não parava de gritar, lutava pela sua vida, seu corpo derretia embaixo d água, bolhas subiam à superfície, se mexia para todos os cantos e por ultimo... Tentava boiar pra dar um de seus últimos suspiros, era tarde de mais seu corpo já tinha se dissolvido.
As garrafas choravam, acabara de anteceder a nuvem negra que traria consigo a pior chuva de todos os tempos.
- ótimo sangue, qual é a cor do seu?
- choras por ter perdido algo?
Crianças corriam, estouros aconteciam, era uma música silenciosa já que muitos nem audição possuíam, um dava rodopios no ar e jogava flores para as pessoas, feito desenho animado, esses eram o chamados de ´peso morto`, mas possuíam um sorriso encantador, encorajador, invejado, mesmo em tempos ruins não se deixava esvair suas energias, não deixava de ser estranho tantas pessoas estarem dormindo na calçada àquela hora da tarde.
- onde está a luz? Onde estão os lugares agradáveis? – não havia resposta, todos dormiam.
Dessa vez dava-se para ouvir os gritos de socorro, o inverno veio, a cidade ficou pura neve, não se tinha tempo, foi para a ferrovia.
- Não se mexa !
-trunn ta ta traa traaaa ta...
O silêncio acabara de encobrir a cidade e tudo escureceu.


*¹ --> O homen que tomou rémedio para dor de cabeça, morreu, deixou seu filho sozinho na guerra, que tambem morreu.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

amanhã?

Sabe, seria um daqueles dias em que você acordava e automaticamente previa que não ia dar certo, não por fatos, mais por simplesmente o pobre dia estar depositado em sua vida... não creio que fosse uma idea repentina e pessimista em seu ponto de vista, inclusive até concordo com tal. Mesmo assim decidiu que levantar-se-ia com toda garra existente em um ser humano as 6 da manha de uma quarta-feira, tomaria o seu café -não propriamente dito, ja que o dito cujo era alergico a cafeina- tomaria um banho, e, como todos os outros dias nos ultimos 9 anos perceberia que estava atrasado para o trabalho. Ah claro, o trabalho, aquele emprego massante em que as pessoas só se viam como rôbos programados para faze-lo no automatico, aquela pilha, pilha, piiiiiiiilha, que quanto mais tarde fosse necessario troca-la, melhor! Já que prejuizo é sinonimo claro de lucro, e pilha gasta e sinal claro de prejuizo. Mais dando uma olhada com um olhar Pollyana, o trabalho também tinha o seu lado bom, como a sexta-feira, trabalhar esperando a sexta, ir até o domingo, chegar a segunda, trabalhar esperandoa sexta, afinal... aonde estamos tentando chegar?!
Você pode me dizer: 'nhenhenhe, eu tenho objetivos claro na minha vida, passar no vestibular e ter um bom emprego, casar e ter filhos', ok, sorte a sua ter objetivos já que eu não tenho nenhum, mas...e depois disso? O que vai acontecer depois de estamos estaveis, por assim dizer? Eis o ponto, não existe objetivo real de vida, nós simplesmente o criamos! Essa é a graça da vida, objetivos diferentes, pessoas para criticar. Não querendo encher a cabeça de alguem de minhocas claro...
Outro ponto que muito me intriga é -mudando bruscamente de tema- é o tal chamado avanço tecnologico... então, isso tudo é muito complicado, o ser humano 'civilizado' cria maquinas, sai do planeta terra, inventa meios de locomoção absurdamente rápidos, inventa até uma forma de nos tornamos pessoas diferentes, enquantos o índios, coitados, fica lá sentados em sua pedra, fumando um cachimbo, vivendo semi-nus e louvando a Deuses, sera que eles nunca vão evoluir?! Ok, isso foi um pouco irônico, deixe-me explicar, sera que o termo certo para eles é 'coitados', por assim dizer? As pessoas tem uma ideia de evolução que é simplesmente criar maquinas, projetar coisas e fim, mais...no meu curto periodo de vida e na vaga informação contida em mim, eu não lembro de alguem ter dito que evoluir era isso, estou enganada? Caso sim, perdoe tal ignorância, mais, na minha concepção, evoluir pode ser qualquer coisa, ou coisa nenhuma, e se a ideia de evolução for ficar sentado numa cadeira andando semi-nu e fumando um cachimbo? Ou quem sabe acordar as 6 da manha da quarta-feira contando os dias para o futuro mais proximo possivel? Vai saber, a vida é complicada...

terça-feira, 1 de maio de 2007

Reflexão do submundo contemporâneo


Ele diria que o universo é matematicamente inconsistente e que as pessoas são fisicamente conscientes, pensando com seus corpos e agindo na não-conciência do ser, muitos livros diriam que ele estava errado, mas não estava.
Mais parecia uma fila de pequenas compras em algum shopping popular na cidade, mas lá os jovens eram adultos e adultos eram jovens, o que mais assustava era o grito silencioso das dores, muitos faziam cara de dor, enquanto ele preferia abaixar a cabeça, era menos doloroso, do que olhar toda aquela precariedade do sistema.
-Ricardo Oliveira – gritava a enfermeira, chamando o para uma sala.
Engolindo a saliva que depositava em sua boca, sentiu dor, mas recusou fazer cara feia.
- Ricardo, o que você está sentindo?
- Dores... Na garganta... Na cabeça... Nos ossos – falava forçado, pois a dor era forte.
A medica já começara a anotar coisas desde o começo da consulta.
- Bom... Você ira tomar uma injeção para baixar a febre e sua garganta não tem nenhum foco de pus.
O que mais assustou foi a capacidade de prever a temperatura dele sem mesmo usar um termômetro e perceber que a garganta apenas estava vermelha.
- E você tem que tomar esses remédios – a medica destaca um papel e dá para ele.
Ele se levanta meio tonto da cadeira e abre a porta e eu mesmo tempo cai no chão, ele estava inconsciente. De muitos com cara de dor ele foi o único que saiu da sala na maca dormindo, era um serviço de primeira classe, pelo menos havia economizado alguns passos.
Na volta para casa, ainda meio desnorteado, resolve sentar em uma sorveteria, para descansar e depois daquele dia ele achou que teria uma vida nova, mas descobriu que era uma matéria inanimada e se matou em uma semana na festa da família, em um dos quartos do fundo da casa, o som estava ligado no máximo, era o som de alguma banda alternativa do reino unido. Eu bati na porta, mas nada aconteceu e então abri , quando eu entrei, a primeira imagem que eu tive foi a de um corpo pendurado pelo pescoço, sem duvidas nenhuma, era ele. Desliguei o som, saí, fechei a porta e respirei fundo.
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retirado de algum lugar.