terça-feira, 1 de maio de 2007

Reflexão do submundo contemporâneo


Ele diria que o universo é matematicamente inconsistente e que as pessoas são fisicamente conscientes, pensando com seus corpos e agindo na não-conciência do ser, muitos livros diriam que ele estava errado, mas não estava.
Mais parecia uma fila de pequenas compras em algum shopping popular na cidade, mas lá os jovens eram adultos e adultos eram jovens, o que mais assustava era o grito silencioso das dores, muitos faziam cara de dor, enquanto ele preferia abaixar a cabeça, era menos doloroso, do que olhar toda aquela precariedade do sistema.
-Ricardo Oliveira – gritava a enfermeira, chamando o para uma sala.
Engolindo a saliva que depositava em sua boca, sentiu dor, mas recusou fazer cara feia.
- Ricardo, o que você está sentindo?
- Dores... Na garganta... Na cabeça... Nos ossos – falava forçado, pois a dor era forte.
A medica já começara a anotar coisas desde o começo da consulta.
- Bom... Você ira tomar uma injeção para baixar a febre e sua garganta não tem nenhum foco de pus.
O que mais assustou foi a capacidade de prever a temperatura dele sem mesmo usar um termômetro e perceber que a garganta apenas estava vermelha.
- E você tem que tomar esses remédios – a medica destaca um papel e dá para ele.
Ele se levanta meio tonto da cadeira e abre a porta e eu mesmo tempo cai no chão, ele estava inconsciente. De muitos com cara de dor ele foi o único que saiu da sala na maca dormindo, era um serviço de primeira classe, pelo menos havia economizado alguns passos.
Na volta para casa, ainda meio desnorteado, resolve sentar em uma sorveteria, para descansar e depois daquele dia ele achou que teria uma vida nova, mas descobriu que era uma matéria inanimada e se matou em uma semana na festa da família, em um dos quartos do fundo da casa, o som estava ligado no máximo, era o som de alguma banda alternativa do reino unido. Eu bati na porta, mas nada aconteceu e então abri , quando eu entrei, a primeira imagem que eu tive foi a de um corpo pendurado pelo pescoço, sem duvidas nenhuma, era ele. Desliguei o som, saí, fechei a porta e respirei fundo.
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retirado de algum lugar.

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