terça-feira, 20 de março de 2007

Reconhecer que somos livres em nossos atos implica admitir que somos responsáveis por eles. Será esta, então, a finalidade da ética e dos valores - ser códigos de responsabilidades, códigos de deveres, códigos do que deve ou não ser feito? A teoria quântica define nossa conciência como a optadora. Serpa então objetivo da ética idealista definir boas opções, sem contraste com as más, categorizar melhor o certo e o errado do que é capaz a ética realista?
No início, a coisa a parece simples. Pensemos, por exemplo, na regra áurea: fazer aos outros o que queremos que nos façam. Poderemos derivar essa regra da metafísica idealista? Claro, por definição, essa é a origem do preceito, pois somos todos uma única consciência, ferir os outros é ferir o nosso self, e vice-versa. Amar ao outro é amar a nós mesmos.
E se a regra áurea for seu critério para fazer opções, seu código de deveres? suponhamos que você e sua melhor amiga saem para passear de barco em um grande lago, sem levar coletes salva-vida. O que você faz quando o bote afunda? Você não é u bom nadador, mas acha que dá para chegar à praia. A amiga, contudo, nada como uma ´petra gil` e está entrando em pânico. Se ama a si mesmo, você vai querer se salvar. Se ama tanto a amiga como ama a si mesmo, vai tentar salvá-la. Racionalmente, o impulso é aproveitar sua melhor chance de sobrevivência, mas sabe também que, muitas vezes, pessoas tentam salvar outras, mesmo quando elas são estranhas completas.
Eu tentaria salvar você. =D

segunda-feira, 12 de março de 2007

vida...

Acredito que o universo é matematicamente inconsistente sem a existência de um conjunto superior. Isto torna sólida a afirmação de que é a consciência que cria matéria e não o contrário.
A maneira como reconstruímos o passado depende sempre das teorias que usamos. Pensem, por exemplo, como o homen via o amanhecer e o anoitecer antes e depois da revolução copernicana. O modelo helicêntrico de Copérnico desviou a atenção de nós - não éramos mais o centro do universo. Mas agora a maré está virando. Claro, nós não somos o centro geográfico, mas não sinis i cebtri geográfico, mas não é este o problema. Somos o centro do universo porque somos seu significado. A interpretação daquilo que vemos muda com nossas noções conceituais, tal como um mito.
René Magritte desenhou a representação de um cachimbo, mas com a legenda: ceci n´est pas une pipe (isso não é um cachimbo). Então o que é? Suponhamos que dizemos : ´´isto é o desenho de um cachimbo.`` É uma bao resposta, mas, se formos realmente mestres no assunto, diremos : ´´veja a imagem criada em minha mente pelas impressões sensoriais do desenho de um cachimbo.`` Exatamente. Nimguém jamais viu um quadro em uma galeria de arte. O que vemos empre é um quadro em nossa cabeça.
Claro, o desenho não é objeto. O mapa não é o território. Há mesmo, lá fora um desenho? será nossas vidas imagens causada pelas impressões sensoriais de viver? então estamos mortos? ou vivos?