Reconhecer que somos livres em nossos atos implica admitir que somos responsáveis por eles. Será esta, então, a finalidade da ética e dos valores - ser códigos de responsabilidades, códigos de deveres, códigos do que deve ou não ser feito? A teoria quântica define nossa conciência como a optadora. Serpa então objetivo da ética idealista definir boas opções, sem contraste com as más, categorizar melhor o certo e o errado do que é capaz a ética realista?
No início, a coisa a parece simples. Pensemos, por exemplo, na regra áurea: fazer aos outros o que queremos que nos façam. Poderemos derivar essa regra da metafísica idealista? Claro, por definição, essa é a origem do preceito, pois somos todos uma única consciência, ferir os outros é ferir o nosso self, e vice-versa. Amar ao outro é amar a nós mesmos.
E se a regra áurea for seu critério para fazer opções, seu código de deveres? suponhamos que você e sua melhor amiga saem para passear de barco em um grande lago, sem levar coletes salva-vida. O que você faz quando o bote afunda? Você não é u bom nadador, mas acha que dá para chegar à praia. A amiga, contudo, nada como uma ´petra gil` e está entrando em pânico. Se ama a si mesmo, você vai querer se salvar. Se ama tanto a amiga como ama a si mesmo, vai tentar salvá-la. Racionalmente, o impulso é aproveitar sua melhor chance de sobrevivência, mas sabe também que, muitas vezes, pessoas tentam salvar outras, mesmo quando elas são estranhas completas.
Eu tentaria salvar você. =D
terça-feira, 20 de março de 2007
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